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Muitos de nós assimilamos a sálvia como algo presente em nossa cozinha, uma erva para temperar algumas carnes e peixes, usada também em massas e sucos. Não estamos errados. O que ocorre é que, na verdade, a sálvia se refere a uma família imensa de plantas, muitas delas com propriedades medicinais e curativas – são mais de mil espécimes distintos.
Elas estão presentes em todo o mundo, em gêneros e ordens diferentes. Muitas das sálvias possuem ciclos de vida anuais, por exemplo, sendo que quase todas produzem belas flores ornamentais, de cores diversas.

Rituais e cerimônias antigas

As sálvias estão presentes na humanidade há mais tempo do que possamos de fato contar. A sálvia branca, por exemplo, famosa por suas propriedades de renovação de energias perdidas, já era usada por tribos norte-americanas em rituais e considerada sagrada por muitas etnias indígenas.
Algumas outras espécies, também nos estados unidos, entre elas a Salvia divinorum, produzem chás e infusões alucinógenas, também usados em rituais, mas que evidentemente ganharam popularidade entre hippies nos anos 1970.
Na distante China, a sálvia vermelha, ou “Danshen” é uma poderosa erva medicinal, usada em chás, infusões, mas também em pomadas e unguentos de forma ampla.
Na alimentação, nossa sálvia comum é usada como tempero – outras espécies, como a “chia”, na Espanha, também têm forte presença na culinária, sobretudo em países de clima tropical e subtropical.
Mas é de defumação que estamos falando, correto? Pois bem, a sálvia é usada em incensos, defumações e cerimônias ritualísticas com produção de fumaças há milênios – e suas defumações concentram todos esses “poderes” presentes nessa família de plantas, com o único objetivo de trazer energia, vontade e bem-estar.

As 4 ervas xamânicas

Os xamãs norte-americanos concentravam boa parte de seus preparados e misturas mágicas para cerimônias em quatro ervas distintas, cujo uso foi passado a eles, conforme a lenda, pelo Wakan Tanka, o Grande Espírito, o deus criador para muitas das culturas locais. Essas 4 ervas compreendiam:

  • A sálvia
  • O tabaco
  • O cedro
  • A erva-doce

A sálvia, como um dos pilares da crença xamânica, recebia o nome de “Sukodawabuk”. Havia muitas variedades da sálvia, mas todas eram usadas de modo eficaz nos processos de defumação.
Em cerimônias e rituais, xamãs queimavam grandes quantidades de sálvia com o intuito de expulsar ou afastar espíritos malignos, pensamentos e intenções maléficas, sentimentos negativos, entre outros.
As raízes da sálvia também eram utilizadas com fins medicinais – estancavam o sangramento em ferimentos, tinham ação anticonvulsiva e ainda por cima eram usadas como estimulantes, em chás. Até mesmo as cinzas resultantes das defumações eram por vezes aplicadas sobre ferimentos.

Incensos e defumações de grande poder

A sálvia, no Brasil geralmente a sálvia branca, é considerada uma das mais poderosas ervas de defumação existentes. Sua queima evoca rituais e práticas antigas de diversos povos da humanidade, todos com fins similares – a purificação e a renovação de energias.
A sálvia branca costuma ser usada para defumações no país em porções generosas, para descarrego do peso energético em residências e até estabelecimentos. Nesse caso, a defumação deve ser realizada começando pela parte de dentro da casa. Dos cômodos mais distantes da entrada, você deve ir se aproximando aos poucos, até a porta da casa, onde geralmente são ditas orações e frases para reforçar a renovação das energias e trazer benefícios. A defumação ajuda a melhorar o clima astral até bons garantir bons agouros para o bem-estar físico dos ocupantes.
Não se pode esquecer que a sálvia possui incontáveis propriedades medicinais – parte delas acaba sendo acionada durante as defumações. Cataplasmas e cremes produzidos a partir dessa planta são ótimos para picadas de insetos e irritações de pele. O gargarejo de emulsões ajuda a combater inflamações do trato respiratório. Em loções, pode ser usada também para combater a caspa e condições geradas pela oleosidade excessiva no couro cabeludo. A sálvia é uma planta completa, de ação secante e higiênica e seu poder vai bem além de sua simples essência.
 

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